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Orlando Ribeiro scientific bibliography (1971-1980)
216. Ainda em torno das origens de Viseu,
Beira Alta Arquivo Distrital, Viseu, XXX (IV), 1971, p. 437-444,
notas de rodapé.
Esclarecimentos acerca de comentários feitos pelo Dr. Lucena e Vale
(Beira Alta, XXX (I e II), 1971) ao seu artigo sobre Viseu.
217. Comentários geográficos a
dois passos de Os Lusíadas, Finisterra Revista
Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa,
(12), 1971, p. 246-247.
Em Notas e Recensões, a propósito das palavras quasi
e cume do verso Eis aqui, quasi cume da cabeça (Os
Lusíadas, III, 20); a cartografia da época de Camões,
e a orientação dos mapas com o oeste para cima; o significado
geográfico daquelas palavras.
218. Les conditions historiques de la régionalisation
de lespace au Brésil, La Régionalisation de lespace
au Brésil, Paris, Centre National de la Recherche Scientifique,
1971, p. 27-30.
Comunicação apresentada num Seminário Internacional do
C.N.R.S., reunido no Centro de Estudos de Geografia Tropical de Bordéus,
20-22 de Novembro de 1968, sobre aquele tema. Pernambuco e Baía,
cidades portuárias, aspectos da economia agrícola em torno delas;
introdução de culturas, de animais e de homens; o litoral e
o sertão; as plantações e a criação de
Esquematicamente poderá dizer-se que cada século se marcou
no Brasil por uma forma de actividade preponderante e pela organização
duma parte do seu espaço em torno de uma fundação urbana
(p. 28). O destino do Brasil equatorial; o século XVIII, idade
do ouro e dos diamantes; o café e o gado, no século XIX;
a evolução da população e a sua composição;
as grandes regiões brasileiras e o papel das cidades.
219. Lévolution agraire du Portugal
Méditerranéen. A propos dune thèse récente,
Études rurales Paris, 41, 1971, p. 94-103, notas de rodapé.
Notas e comentários em torno da tese de Albert Silbert, Le Portugal
méditerranéen à la fin de lAncien Régime, XVIII.e
début du XIX.e siècle. Contribution à lhistoire
agraire comparée, Paris, 1966, de que já se ocupara em publicação
anteriormente citada (n. 207).
220. Hermann Lautensach (1886-1971),
Finisterra Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos
Geográficos), Lisboa, VI (12), 1971, p. 161-163, 1 foto.
Em homenagem ao que foi grande investigador e mestre da Geografia da Península
Ibérica, que dedicou inteiramente à Ciência a sua
longa e existência (p. 161).
221. Povoamento, Dicionário
de História de Portugal (dirigido por Joel Serrão), Lisboa,
Iniciativas Editoriais, vol. IV/SIS-ZUR, Adenda, Cronologia, Índices,
1971, p. 466-485.
Descrição dos tipos de povoamento; interpretação dos
tipos de povoa; nomenclatura dos locais de habitação; divisões
interiores; cercanias das povoações; povoamento anterior à
Reconquista; povoamento na Reconquista: até ao século XII (villas
e paços); povoamento na época portuguesa: séculos XII
e XIII; da baixa Idade Média à actualidade; formações
insensíveis.
222. Publicações recentes acerca
da Península Ibérica. (Quarta Notícia) Finisterra,
Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos),
Lisboa, VI, (12), 1971, p. 255-276, 5 figs.
Em Notas e Recensões, uma apresentação minuciosa
de H. Lautensach, Iberische Halbinsel, Munique 1964: Originalidade
da Península; metodologia; relevo e clima; os rios; evolução
geomorfológica; vegetação; o peso da tradição;
agricultura, matas, gados: regadio e sequeiro; minas; indústria;
pescas; circulação; povoamento e população.
222a. Reflexões de um geógrafo.
A grande debandada, Diário de Notícias, Lisboa,
8 de Outubro de 1971, p. 4.
Top
223. Localização e destino dos
centros urbanos de Trás-os-Montes, Finisterra Revista
Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa,
VII (13), 1972, p. 46-70, 3 figs., notas de rodapé, resumos em francês
e inglês.
Dedicado À Memória de Virgílio Taborda, o artigo
contém, depois de uma pequena introdução, as seguintes
partes: Condições naturais; principais centros em 1530; do século
XVII aos nossos dias; tentativa de interpretação. Utilizei
apenas, complentando-os com dados e observações dos nossos dias,
dois momentos da evolução dos principais centros
povoados de Trás-os-Montes: 1530 e o fim do século XVII
(p. 67).
224. Mediterraneo. Ambiente e Tradizione, Milão,
U. Mursia & Co., 1972, 190 p.; 2.ª edição em 1976.
Tradução italiana do livro Mediterrâneo. Ambiente e
tradição, Lisboa, 1968 (ver 189. desta Bibliografia
225. Nouvelle Géographie
et Géographie Classique. (À propos de deux éditions récentes),
Finisterra, Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos
Geográficos), Lisboa, VII (14), 1972, p. 167-198, 3 figs., notas
de rodapé.
Os dois livros são J. L. Berry Brian, Géographie des Marchés
et du Commerce de Détail (tradução da edição
americana de 1967), e Pierre Gourou, La Terre et lHomme en Extrême-Orient
(nova edição). Le premier embrasse, sur le plan théorique
mais avec de nombreux exemples à lappui, un important problème
de Géographie économique générale dont les implications
sont de grande signification dans la vie moderne... (p. 167). La
nouvelle édition de Pierre Gourou couronne presque un demi siècle
de recherches où lExtrême-Orient et le monde tropical
eurent la plus belle part. (p. 167). Comparação das concepções
geográficas, tão diferentes, das duas obras; reflexões
em torno de certas teorias geográficas. A nova Geografia
e a Geografia clássica.
226. Nueva Geografia y Geografia
clásica. A proposito de dos publicaciones , Revista de Geografía.
(Departamento de Geografía de la Universidad de Barcelona), Barcelona,
VI (2), 1972, p. 145-167, notas de rodapé.
Tradução do artigo anteriormente citado.
227. O Professor Torre de Assunção,
Revista da Faculdade de Ciências de Lisboa, Lisboa, 2.ª
Série - C, XVII (1), 1972, p. XXIX-XXXI.
Por altura da jubilação daquele professor, recordavam-se as
qualidades do homem e do investigador científico; eram notáveis
a clareza e o poder de comunicação do seu ensino... (p.
XXIX).
228. Réflexions sur le métier
de géographe Études de Géographie tropicale offertes
à Pierre Gourou, Paris, École Pratique des Hautes Etudes
(VI.e Séction), Sorbonne/Mouton & Co., 1972, p. 69-92.
Artigo incluído em livro de homenagem a Pierre Gourou, e que o autor
inicia com a frase: Au moment où la Géographie semble
passer par une mutation profonde, il nest pas inutile de sinterroger
sur le métier de géographe, de réfléchir à la
valeur de ses constantes et de soumettre à une critique serrée
quelques nouvelles ressources de recherche et délaboration
(p. 69). Alexander von Humboldt e Carl Ritter fundadores da Geografia
moderna; Vidal de La Blache e as suas ideias; H. Lautensach e a Geografia
de Portugal - e outros exemplos; preocupações do geógrafo;
a necessidade de repensar os princípios geográficos e, em face
das transformações na superície do Globo e da evolução
dos conhecimentos sobre os fenómenos geográficos; P. Gourou,
o homem e o geógrafo.
228a. Condições geográficas
da assimetria dos factos demográficos em Portugal Continental
tema de uma conferência do Prof. Orlando Ribeiro, Diário
de Notícias, 14 de Dezembro de 1972, p. 7.
Top
1973
229. Um Mestre da Geografia do nosso século:
Emmanuel de Martonne (1873-1955), Finisterra Revista Portuguesa
de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, VIII (16),
p. 163-264, 2 figs., 1 fotografia, notas de rodapé, resumos em francês
e inglês.
Longo artigo dedicado ao grande Mestre e que foi seu professor: recordações
pessoais. A Escola geográfica francesa: primícias de uma carreira.
O Tratado de Geografia Física. Estudos regionais a várias escalas.
O geógrafo explorador. Preocupações de Geografia Geral.
A Geografia Física da França e o Atlas de França. O organizador:
o Instituto de Geografia; União Geográfica Internacional. Conclusão:
a lição de uma obra. Além de numerosas citações,
o artigo tem 39 notas infrapaginais.
230. Une nouvelle Géographie de lAfrique,
Cahiers dOutre-Mer Bordéus, 101 (26.e année), 1973,
p. 87-102.
Recensão da obra de Pierre Gourou, LAfrique Paris, 1970.
Ce livre comme toute loeuvre de Pierre Gourou, une leçon
de méthode. Les assises physiques sont toujours présentes, elles
introduisent des rapports avec la vie humaine, nempêche que
la clef de lexplication cest la civilisation qui
la donne (p. 39).
231. La pensée géographique de
Pierre Gourou, Annales de Géographie, Paris, 49 (Année
LXXXII), 1973, p. 1-7.
Orlando Ribeiro põe em evidência os traços fundamentais
do pensamento geográfico de Pierre Gourou, considerado um dos grandes
Mestres da Geografia das Regiões tropicais. La pensée
de Pierre Gourou est admirablement servie par un style alerte et précis,
vif et imagé (p. 6), recordando-se o percurso através
das suas obras, desde a tese sobre Les Paysans du delta Tonkinois,
Paris, 1936, aos livros LAsie Paris, 1953, e LAfrique
Paris, 1970, às Leçons de Géographie tropicale Paris,
1971, sem esquecer, evidentemente, o já clássico Les Pays
tropicaux, Paris, 1947, com edições e traduzido em diversas
línguas.
232. Zone Intertropicale Humide, Paris,
A. Colin, Colection U, Série Géographie, 1973, 276
p., 60 figs., 31 fotos, 10 documentos (textos escolhidos), l mapa em fim
de texto.
Escrito em colaboração com Suzanne Daveau, destinado a estudantes
de Geografia e outros, segundo Philippe Pinchemel, no Prefácio, os
autores brossent de ces régions équatoriales et tropicales
humides un tableau de qualité. ... Mais surtout ce livre
est une authentique géographie culturelle des tropiques humides,
décrivant une étonnant sédimentation historique de civilisations
autochtones et de colonisations sucessives (p. 6). Os aspectos e
problemas do Brasil e das antigas colónias portuguesas têm a
importância que merecem. Do índice destacam-se: Introdução
(o conhecimento geográfico da zona intertropical). 1.ª Parte
- Os grandes traços da Geografia física. 2.ª Parte - A
vida tradicional e a intervenção europeia. 3.ª Parte -
As características do mundo tropical actual. Conclusão e Anexos.
Para cada Parte há conclusões parciais, documentos adequados
e orientações bibliográficas.
Top
1974
233. Centenário do tetraedro ou uma
história de proveito e exemplo, Finisterra, Revista
Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa,
IX (17), 1974, p. 106-111, 1 fig., notas de rodapé.
Em Notas e Recensões onde, a propósito de Contos
e Histórias de Proveito e Exemplo, de Gonçalo Fernandes
de Trancoso, o autor recorda o centenário da publicação
de Vestiges of the Molten Globe de L. Green, em Londres, 1873,
com a célebre teoria do tetraedro, seus reflexos e curtas deambulações
em torno dela.
234. A demissão do Ministro. Colapso
da Universidade, Diário de Notícias, Lisboa, 4
de Dezembro de 1974.
Sobre a situação crítica na Universidade após o 25
de Abril. A demissão do Ministro Magalhães Godinho, pelo que
acaba de perder o Governo a sua figura intelectual de maior relevo
e de maior prestígio. O texto seria incluído em A Universidade
em crise, Lisboa, 1976, p. 131-136.
235. Descolonização, ensino e
ciência, Diário de Notícias Lisboa, 28 de
Outubro de 1974.
A emancipação progressiva do ultramar não nos dispensa,
antes obriga, a prosseguir a obra de educação e de pesquisa
científica incrementada nos últimos anos. O texto seria
retomado em Destinos do Ultramar Lisboa, 1975, p. 87-96.
236. Um destino singular Diário
de Notícias Lisboa, 24 de Julho de 1974, p. 1-2.
Algumas notas sobre V. Magalhães Godinho, o professor, o investigae
o Ministro.
237. Elogio do Doutor Pierre Birot proferido
pelo Prof. Orlando Ribeiro, Sete Doutoramentos Honoris Causa
pela Faculdade de Letras, Variæ Regestæ Universitatis Olisiponensis
I, 1974, p. 39-46, 1 fotografia.
A importância da obra geográfica de P. Birot: o homem, o docente
e o investigador científico; a suas relações com Portugal.
238. A lição de trabalho de Leite
de Vasconcellos, Diário de Notícias Lisboa, 8 de
Julho de 1974, p. 1-2.
Notas a propósito do aparecimento dos primeiros exemplares de o Teatro
Popular Português o primeiro tomo dos quais se refere aos Açores:
referência aos colaboradores, nomeadamente a António Machado
Guerreiro, responsável por aquele volume. O texto seria retomado
em A Universidade em crise, Lisboa, 1976, p. 105-109.
239. Memórias da vida universitária,
Diário de Notícias Lisboa, 1974; com os subtítulos
A situação da Faculdade de Letras em Maio de 1974,
D. N. 27 de Dezembro; Uma deserção de alunos,
D. N. 28 de Dezembro.
Os textos seriam incluídos em A Universidade em crise, Lisboa,
1976, p. 121-129.
240. O momento actual da Geografia política
portuguesa, Diário de Notícias Lisboa, 24 de Setembro
de 1974; sob o mesmo título e no mesmo jornal diário, Avançadas
insulares do Velho Mundo, D. N. 25 de Setembro de 1974; Problemas
e soluções: S. Tomé, Macau e Timor, D. N26
de Setembro de 1974; O destino dos Africanos brancos, D.
N.9 de Outubro de 1974; As tensões raciais e a ambição
e pluri-racialidade das nações a descolonizar; Dificuldades
específicas de Angola, D. N., 22 de Outubro de 1974;
Obervações angolanas - um castro romanizado.
Estes artigos seriam retomados no livro Destinos do Ultramar Lisboa,
p. 11-83.
241. Notas de Leite de Vasconcellos acerca
da vida comunitária em Portugal, In Memoriam António
Jorge Dias Instituto de Alta Cultura - Junta de Investigações
Científicas do Ultramar, Vol. II, 1974, p. 385-392.
Baldios e repartições de terras; vezeiras de porcos e pastoreio
de bois; forno comum; lagar comum; celeiros e eiras comuns; moinhos comuns;
pesqueiras comuns; roçadas; troca de serviços agrários;
conselhos; rebusco e respigo. Conclusões acerca desse feixe de informações.
242. As novas Universidades e a sua localização,
Diário de Notícias Lisboa, 6 de Agosto de 1974, p. 1
e 5.
Importância da localização das Universidades e seus reflexos
regionais; algumas sugestões de localização; Institutos
politécnicos e Escolas Normais superiores; a letra e o espírito.
O texto seria incluído em A Universidade em criseLisboa,
1976, p. 111-119.
243. O perfil de um Ministro, Diário de Notícias
Lisboa, 15 de Julho de 1974, p. 1 e 7.
O Ministro da Educação J. Veiga Simão e as suas medidas
sobre o ensino; os trabalhos das comissões de estudos; o aparecimento
de novas escolas.
244. Prefácio, in Júlio
Monteiro Júnior, Os da Ilha de Santiago, de Cabo Verde Lisboa,
Centro de Estudos de Cabo Verde, 1974, p. 5-7.
A propósito do tema e do autor, algumas palavras ditadas pela amizade.
245. Varenius, precursor da Geografia moderna,
Finisterra Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos
Geográficos), Lisboa, IX (17), 1974, p. 102-106, notas de rodapé.
Em Notas e Recensões, relembrado Bernhard Varen, ou Bernardus
Varenius, a sua Geographia Generalis e o significado desta obra.
246. O XXIII Congresso Internacional de
Geografia, Moscovo, 1976, Finisterra, Revista Portuguesa
de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, IX (17), 1974,
p. 100-102.
Notícia acerca do Congresso que se realizaria em Moscovo e do proentão
anunciado.
246a. Reflexões sobre o ensino
das ciências humanas, Seara Nova, 1544, Lisboa, Junho
de 1974, p. 17-18.
Top
1975
247. A deplorável supressão
das dissertações de licenciatura, Diário de Notícias,
Lisboa, 14 de Março de 1975.
A propósito da medida do governo que suprimiu as dissertações
de licenciatura na Faculdade de Letras, sem que para tanto os seus
professores houvessem sido consultados ... Em vez da Universidade
selectiva estamos assistindo a um descalabro pela multiplicação
de facilidades.... O texto seria retomado em A Universidade em crise,
Lisboa, 1976, p. 149-153.
248. Destinos do Ultramar, Lisboa,
Livros Horizonte, 28, Colecção Horizonte, 1975, 100 p.
Volume contendo a série de artigos publicados no Diário
de Notícias, Lisboa, 24 de Setembro a 28 de Outubro de 1974 (240.
desta Bibliografia), redigidos ao correr da pena sobre resultados
de alguns anos interpolados de viagens e de muitos de reflexão...
Escrito de circunstância motivado descolonização,
propõe-se ajudar a compreender, a reflectir e a constituir uma opinião
fundamentada (p. 9-10). Orientações de leituras em p.
97-99.
249. O espaço urbano do Porto.
Resultados e problemas, Finisterra, Revista Portuguesa
de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, X (19), 1975,
p. 163-171.
Em Notas de Recensões, apreciação da tese
de doutoramento de José Pereira de Oliveira, O Espaço Urbano
do Porto. Condições naturais e desenvolvimento, Coimbra, 1973:
delimitação do espaço urbano. Quadro natural. Evolução
urbana. Modernização da cidade. Morfologia urbana. Observações
metodológicas. Porto e Lisboa: anotações comparativas.
250. Gratulação a Paulo Quintela,
Biblos, Revista da Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra, Coimbra,
LI - Miscelânea de Estudos em honra do Prof. Paulo Quintela,
1975, p. 1-2.
Invocando Rilke, Hölderlein, Trakl, Sachs, faz referência às
traduções e estudos de P. Quintela, de quem recorda também
a actividade de homem de teatro; professor notável, Paulo Quintela
não teve na sua via universitária as facilidades concedidas
a tantos medíocres e acomodatícios.
251. O problema fundamental da Universidade,
Diário de Notícias, Lisboa, 6 de Março de 1975.
O espírito da Universidade; a relação entre docentes
e discentes, que tem de permitir o convívio intelectual e humano
entre uns e outros; coordenação necessária do ensino
praticado nas várias escolas. O texto seria incluído em A Universidade
em crise Lisboa, 1976, p. 145-147.
252. Réflexions sur les paysages agraires
de la Méditerranée: le déclin dune civilisation,
Convegno internazionale I Paisaggi Rurali Europei, Perugia
7-12 Maggio 1973, Perugia, 1975, p. 545-564, notas de rodapé.
Nas Actas daquela reunião, notas sobre as condições naturais
e as paisagens humanizadas; as plantas cultivadas tradicionais (a vinha
e a oliveira, e o trigo); a civilização do trigo; formas
de utilização do solo - sequeiro e regadio; a vida económica
tradicional e as modificações recentes. Evolução irreversível,
fim duma civilização milenária ou mutação profunda
da qual poderá sair uma nova organização dos campos mediterrâneos?
253. Sobre as origens de Portugal,
Finisterra Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos
Geográficos), Lisboa, X (19), 1975, p. 154-162, notas de rodapé.
Apreciação de dois livros de Torquato de Sousa Soares, Reflexões
cobre origem e a formação de Portugal, Coimbra, 1962, e
Contribuição para o estudo das origens do povo português,
Sá da Bandeira, 1970, Penso que nestes imbricados problemas
de origens a Geografia e a Etnologia possam esclarecê-los a uma luz
estrutural. É a essa luz que as conclusões implícinos
trabalhos de Torquato Soares me parecem em larga parte inaceitáveis
(p. 162).
254. Universidade selectiva, Diário
de Notícias, Lisboa, 6 de Março de 1975.
A Universidade selectiva é necessária, não apenas
como remédio contra a explosão escolar (que não é
um fenómeno posterior ao 25 de Abril pois já há muito se
vinha manifestando) mas contra a impreparação que os estudantes
trazem do ensino secundário, cada vez mais massificado
- o que equivale a dizer cada vez menos selectivo. Reflexões
em torno do tema. O texto viria a ser incluído em A Universidade
em crise, Lisboa, 1976, p. 137-144.
Top
255. Dificuldades da Independência,
Nova Terra, Lisboa, 8 de Maio de 1976.
Artigo publicado naquele semanário. O processo de secessão
do Ultramar é irreversível para todos mas pode ser encarado
de diferentes maneiras. Para a maioria é o fim dum pesadelo e, como
tal, motivo de regozijo.
256. A Geografia esquartejada pela UNESCO,
Finisterra Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos
Geográficos), Lisboa, XI (22), 1976, p. 317-318.
Em Documentos para o Ensino, uma nota crítica a propósito
de uma classificação dos domínios científicos, que
divide os da Geografia pelas Ciências da Natureza e Ciências
Humanas e Sociais.
257. Geografia política. A propósito
de um livro sobre as eleições de 1975, Critério
Revista Mensal de Cultura, Lisboa, 6 (Ano 1), 1976, p. 3-7.
Artigo em torno do livro de Jorge Gaspar e Nuno Vitorino, As eleições
de 25 de Abril. Geografia e imagem dos partidos Lisboa, 1976; reflexões
e ções de outros autores.
258. Ilha de Moçambique, Nova
Terra Lisboa, 16 de Maio de 1976.
Artigo publicado naquele Semanário, em 16 de Maio, sobre aquela ilha
do Oceano Índico, junto da costa africana.
259. Linhas de rumo, Finisterra
Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos),
Lisboa, XI (21), 1976, p. 5-11, notas de rodapé.
Sobre a Finisterra no momento de ter ultrapassado dez anos de publicação.
Ela deve continuar a ser um testemunho internacional da qualidade
da geografia que procuramos fazer... (p. 11).
260. Regiões históricas,
Scritti geografici in onore di Riccardo Riccardi, Memorie della Societá
Geografica Italiana, Roma, 1976, p. 723-729.
Definição de região histórica e os
problemas de fronteiras; fronteiras estudos regionais, com exemplos diversos,
referidos a vários tipos de regiões (naturais, administrativas,
urbanas, etc.). A ausência de unidade geográfica necessária,
a combinação de parcelas de regiões distintas, parecem
ser a regra em todos os tipos das chamadas regiões históricas
(p. 729).
261. Silva Telles, introdutor do ensino
da Geografia em Portugal, Finisterra Revista Portuguesa de
Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, XI (21), 1976,
p. 12-36, 1 fotografia, notas de rodapé, resumos em francês
e inglês.
Artigo dedicado ao homem e à sua obra, recordados numerosos espisódios
da vida do professor, cuja palavra fácil e brilhante tornava
as suas aulas atraentes (p. 12); do homem público, que foi
Reitor da Universidade de Lisboa e depois Ministro da Instrução
Pública; do géografo autodidacta, a quem se ficou a dever a
introdução de um método rigorosamente científico
(p. 34) no ensino de Geografia.
262. A Universidade em crise, Lisboa, Edições Cosmos,
Col. O Ponto das Questões, n.ºs 3/4, 1976, 162 p.
Livro dedicado A Manuel Rodrigues Lapa, ao investigador eminente,
ao Mestre incomparável, ao cidadão exemplar, depois de
um Prefácio, tem as seguintes partes: 1.ª - Para a organização
dos estudos superiores de Ciências Humanas. 2.ª Discursos e
entrevistas. 3.ª Artigos de jornais.
O presente livrinho reúne três peças de índole
muito diversa, pela natureza e pela intenção (p. 11),
a maioria publicada em vários locais. O título do livro
visa descrever um estado real, pela hipertrofia das universidades, pela
subversão dos quadros docentes, pela impreparação dos alunos
e pelo acesso ao ensino de massa - provavelmente imprescindível -,
e as frouxas estruturas com que ele procura ser atamancado (p. 13).
São inéditos os textos da 1.ª Parte - Para a
organização dos estudos superiores de Ciências Humanas
- correspondendo ao relatório de uma Comissão de docentes nomeada
em 7 de Setembro de 1970, para coligir informação
relativa à reforma das Faculdades de Letras (p. 15-60); e
do Apêndice (Sobre a orientação do Instituto de Alta Cultura
em matéria de Centros de Estudos).
Top
263. Introduções Geográficas
à História de Portugal. Estudo crítico, Lisboa, Imprensa
Nacional-Casa da Moeda, Col. Estudos Portugueses, 3, 1977,
230 p., 8 mapas.
Dedicado Aos alunos de História da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa, que acompanharam, durante dois decénios, o meu ensino
de Geografia Humana. Contém o seguinte: Obras do Autor relativas
ao assunto. Exergo. Prefácio. Introdução. Cap. I - Em torno
de Oliveira Martins. Cap. II - Em torno de Jaime Cortesão. Cap. III
- Em torno de António Sérgio. Cap. IV - Economia e sociedade
no quadro peninsular. - Conclusão. Também numerosas transcrições
de textos, e notas de fim de páginas.
264. Nótula sobre a inutilidade
da Ciência, Biblos, Revista da Faculdade de Letras,
Universidade de Coimbra, Coimbra, LIV, 1977, p. 187-192.
Em 2.ª Parte da Homenagem a Matos e Sá, reflexões
em torno da orientação da pesquisa científica, do papel
das Universidades e da especialização. A interdisciplinaridade
científica - o exemplo da Geografia.
265. Palavras do Professor Decano,
Doutor Orlando da Cunha Ribeiro, Cateático da Faculdade de Letras,
Palavras proferidas no Acto de posse do Reitor da Universidade de
Lisboa, Lisboa, Universidade de Lisboa, 1977.
Referência a três pontos fundamentais das suas ideias sobre
a Universiqualidade de um grémio universitário; promoção
da Ciência; massificação e consequente subversão do
ensino.
265a. Carta Geológica de Portugal, na
escala de 1:50 000, Folha 27-D (Abrantes), Serviços Geológicos
de Portugal, 1977.
Em colaboração com C. Teixeira, F. Gonçalves e G. Zbyszewski.
Top
1978
266. Aroldo de Azevedo, Finisterra
Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos),
Lisboa, XIII (25), 1978, p. 102-104, notas de rodapé.
Notas sobre a vida e a obra de Aroldo de Azevedo, professor da de São
Paulo (Brasil), que exerceu acção muito notável no
desenvolvimento dos estudos geográficos no Brasil, a diferentes níveis...
(p. 102).
267. O Brasil: evolução singular
no Império Português, Revista Portuguesa de História,
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra - Instituto de História
Económica e Social, Coimbra, XVII, 1978, p. 231-243.
Em volume de homenagem ao Doutor Torquato de Sousa Soares: Achamento e
organização do Brasil; cana-de-açúcar e gado; origem
dos povoadores; uma população mestiça - raça e classe;
alargamento do território - as Bandeiras; a mineração;
revoltas locais brasileiras; a independência do Brasil, dom da coroa
portuguesa; os portugueses no Brasil. Frequentes comparações
com Angola.
268. Cartas Elementares de Portugal, de
Bernardino de Barros Gomes (1878), Finisterra Revista Portuguesa
de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, XIII (26),
1978, p. 226-229, notas de rodapé.
Em Notas e Recensões, sobre as célebres Cartas
Elementares publihá precisamente um século...
em larga difusão e de forma modesta, para uso das escolas,
o primeiro Atlas do País: Bernardino de Barros Gomes, Cartas
Elementares de Portugal (p. 226); notas sobre a importância
geográfica de tais documentos e da sua utilização.
269. Francisco Hernández-Pacheco, Finisterra Revista
Portuguesa de Geo(Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, XIII (25),
1978, p. 104-108.
Em Notas e Recensões, sobre a vida e obra de F. Hernández-Pacheco;
é muito vasta e revela tanto um espírito de larga curiosidade
como o manejo seguro de métodos de investigação muito diferenciados:
Fisiografia, Geologia, Tectónica, Paleontologia... (p. 105);
referências aos trabalhos mais importantes.
270. La leçon de Carl Troll,
Finisterra Revista Portuguesa de Geografia. de Estudos Geográficos),
Lisboa, XIII (26), 1978, p. 149-167, 1 fotografia, indicações
bibliográficas, resumo em inglês.
Artigo sobre Carl Troll (1899-1975), a sua obra e principais ideias; viagens
e acção como director do Instituto de Geografia da Universidade
de Bona, e Presidente da UGI; fundador da revista Erdkunde em 1947
e da série Colloquium Geographicum. Os conceitos de ecologia
da região e de região geográfica; de geografia comparada
das regiões montanhosas.
271. Loccupation humaine de la Serra
da Estrela, Études Géographiques offertes à Louis
Papy, Bordéus, 1978, p. 263-276, 6 figs., bibliografia.
Em colaboração com Suzanne Daveau. O quadro físico; o gado
e transumância; a indústria têxtil; o povoamento da montanha;
a Serra da Estrela no quadro de Portugal.
272. A Terra e a variedade humana. As raças,
Finisterra Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos
Geográficos), Lisboa, XIII (25), 1978, p. 5-34, notas de rodapé,
resumos em francês e inglês.
Artigo em que apresenta os temas seguintes: Raça e civilização.
As três grandes raças. Pigmeus e Bochímanes. Raça
e povo: três exemplos (os judeus, os ciganos e os parses). Mestiçagem
e apartheid. Preconceitos e valores de civilização.
Situação actual e destino das raças humanas.
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1979
273. África e América: visão
comparativa há um século, Finisterra Revista Portuguesa
de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, XIV (27),
1979, p. 97-99.
Em Notas e Recensões, alguns apontamentos e comparações
de aspectos físicos e humanos. Analogia aparente que esconde
profunda diferença no destino humano (p. 99). A propósito
de uma página de Elisée Reclus, em Nouvelle Géographie
Universelle. La Terre et les Hommes, Paris, tomo XVIII, 1893.
274. Compte rendu dune excursion de
géomorphologie le Portugal central, Méditerranée
Revue géographique des Pays méditerranéens, Aix/Marseille/Avignon/Nice,
3, 1979, p. 59-70, 8 figs., bibliografia.
Em colaboração com P. Birot, S. Daveau, A. de Brum Ferreira,
A. Godard, C. Grelou-Orsini, texto sobre os principais aspectos vistos
durante a excursão da Comissão de Estudos Géographie
des Ensembles Cristallins (Comissão Nacional de Geografia de
França), em Maio de 1976.
275. Décolonisation, enseignement et
recherche scientifique, Colóquio Educação e Ciências
Humanas, na África de Língua Portuguesa 20-22 de Janeiro
de 1975, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1979, p. 281-286.
Tradução do artigo referido em 235. desta Bibliografiae que
foi um dos textos de base daquele Colóquio. Ver também as numerosas
intervenções do autor durante o Colóquio.
276. Uma dissertação sobre o relevo
da Baixada de Guanabara (Rio de Janeiro), Finisterra, Revista
Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos), Lisboa,
XIV (27), 1979, p. 76-82.
Em Notas e Recensões, apreciação da tese de
doutoramento em Geografia, de Maria Regina Mousinho de Meis, Contribuição
ao Estudo do ário Superior e Quaternário da Baixada de Guanabara
apresentada na Universidade de Lisboa em 1976.
277. Geografia, Ecologia, ciências
do ambiente, Finisterra, Revista Portuguesa de Geografia.
(Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, XIV (27), 1979, p. 70-76.
Em Notas e Recensões, os conceitos de Geografia, de Ecologia
(e Corologia) e de Ciências do ambiente; exemplos e referências
bibliográficas.
278. Malhando em ferro frio: o ensino da
Geografia no Curso Secundário, Diário de Notícias,
Lisboa, 3 de Julho de 1979, p. 15-16, 2.° Caderno - Educação.
A Geografia e a História, devidamente ensinadas, abrem-se para os
factos de ordem social e económica que constituem nestas disciplinas
matéria fundamental, e que os respectivos docentes de modo algum
podem ignorar; o conhecimento das sociedades humanas.
279. Significado ecológico, expansão
e declínio da oliveira em Portugal, Boletim do IAPO, Lisboa,
2 (Ano VII), 1979, em separata, 72 p., 4 mapas em fim de texto, notas
de rodapé.
Trabalho destinado a celebrar o Ano Internacional da Oliveira, escrito
a pedido do Instituto do Azeite e Produtos Oleaginosos, em que se examinam
vários aspectos geográficos relacionados com a oliveira.
280. A Universidade e a criação
científica, Diário de Notícias, Lisboa, 13
de Novembro de 1979, p. 3-4, Secção - Opinião/Nacional.
Notas de introdução; os seus contactos com membros do Governo
em ínios do ensino e da investigação científica; aspectos
da investigação entre nós; núcleos de criação
científica; o Centro de Estudos Geográficos; os homens de ciência.
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1980
281. O Alcorão em português,
Diário de Notícias Lisboa, 30 de Setembro de 1980, p.
2, Secção - Opinião.
Portugal está profundamente ligado ao Islame, pela história,
pela língua,... Os contactos de Portugal com o mundo muçulmano
(na Guiné, em Moçambique, na Índia, em Timor); algumas
experiências pessoais. O artigo foi escrito por motivo da edição
do Alcorão pela Junta de Investigações Científicas
do Ultramar, em texto fixado por José Pedro Machado; referênao
seu valor e oportunidade de tal edição.
282. Camões e a geografia, Finisterra
Revista Portuguesa de Geografia. (Centro de Estudos Geográficos),
Lisboa, XV (30), 1980, p. 153-199, notas de rodapé, resumo em francês.
Conhecimentos de Camões; Camões, Humboldt e a cosmografia da
Renascença; poeta e observador; as fontes geográficas e cosmográficas
de Camões; significado da viagem de Gama; a descrição geográfica
de Os Lusíadas; a vegetação de Os Lusíadas
e o comércio das espécies; realismo de um mito; a limitação
patriótica de Camões; Camões e um géografo contemporâneo;
exemplo da exploração das obras líricas; estudo científico
de Os Lusíadas.
283. Le caroubier, ses conditions naturelles,
son expansion, ses rapports avec lagriculture, Portugaliæ
Acta BiologicaLisboa, Série A, XVI (1-4), 1980, p. 3-10.
Comunicação a um Simpósio sobre a Geratonia Siliqua
L. no mundo mediterrâno; a alfarrobeira no Algarve, específica
dos terrenos calcários.
284. O desenhador José Mourão
(1911-1980), Finisterra Revista Portuguesa de Geografia.
(Centro de Estudos Geográficos), Lisboa, XV (30), 1980, p. 243-247.
Homenagem prestada a quem foi o primeiro desenhador a prestar colaboração
ao Centro de Estudos Geográficos (desde 1943) e aí esteve
durante 37 anos - Ele não só amou o trabalho enquanto
lhe permitia longa e dolorosa doença, mas amou o Centro, onde ainda
vinha, uma vez por outra, trôpego e cansado, trabalhar... mais do
que podia! (p. 246).
285. Geografia e reflexão filosófica,
Memórias da Academia das Ciências de Lisboa Lisboa,
Classe de Ciências, tomo XXI, 1980, p. 187-202.
Comunicação apresentada na sessão de 28 de Fevereiro de
1980, constitue um conjunto de algumas reflexões sobre aspectos geográficos
diversos.
286. Joaquim de Carvalho: Personalidade
e Pensamento, Biblos, Revista da Faculdade de Letras,
Universidade de Coimbra, Coimbra, LVI, (1980), em separata, 6 p.
Para o volume de Homenagem a Joaquim de Carvalho, podia
dedicar-lhe um trabalho de Geografia entrelaçado com a História
e a Etnologia. Preferi deixar correr a pena na saudosa evocação
de um professor da geração de meus pais, que me acolheu com
interesse e com afecto quando um episódio da carreira universitária
me fez passar em Coimbra nos anos de 1941 e 1942 (p. 1). Notas sobre
o homem e a sua obra filosófica.
287. Jules Daveau, botânico francês,
ao serviço de Portugal, Diário de Notícias,
Lisboa, 8 de Julho de 1980, p. 2, Secção - Opinião.
A propósito do cinquentenário da morte de Jules Daveau, um dos
criadores do Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de
Lisboa - a criação do Jardim e a sua importância científica;
a obra botânica de Jules Daveau -, e da cerimónia aí realizada
para assinalar a efeméride.
288. Luís de Camões e a Geografia,
Diário de Notícias, Lisboa, 12 de Junho de p. 7, de 7.ª
Página - Camões.
Nenhum poeta deveu tanto à Geografia na inspiração,
na contextura e em inúmeros pormenores da sua epopeia como Camões.
A Geografia na Idade Média, os geógrafos e o conhecimento que
Camões teve deles. Referência a outros comentadores de Os Lusíadas,
nos domínios da Cosmografia e da Geografia.
289. Prefação, in
Dr. J. Leite de Vasconcellos, Etnografia Portuguesa. Tentame de
Sistematização, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda,
1980, Vol. VII, p. V-XVII.
Notas sobre a obra de Leite de Vasconcellos e os que se têm dedicado
a ela; notícia de inéditos ou reedições leiteanos.
O presente volume da Etnografia Portuguesa, inteiramente organizado
por Paulo Caratão Soroe Alda da Silva Soromenho, corresponde a uma
rubrica única do plano - entidades míticas, que
enchem completamente as suas 600 pági; apontamentos sobre tema.
290. A propósito da reedição
da Etnografia Portuguesa, in Leite de Vasconcellos, Etnografia
Portuguesa. Tentame de Sistematização, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa
da Moeda, Vol. I (2.ª edição), 1980, p. V-VIII.
À maneira de justificação da reedição dos
volumes esgotados da EtnoPortuguesa.
291. Universidades sem professores,
Diário de Notícias, Lisboa, Março-Abril de 1980.
Três artigos sob aquele título: Exame crítico
do estatuto da carreira docente universitária, D. N.,
11 de Março, p. 13 e 16 do 2.° Caderno-Educação;
A carreira docente; tradição e inovações,
D. N., 25 de Março, p. 13 e 15 do 2.° Caderno-Educação;
Universidade e Ciência, D. N. 8 de Abril, p. 13
do 2.° Caderno-Educação. Considerações da sua
longa experiência; achegas para uma reforma do ensino superior, publicadas
em diversas ocasiões; notas acerca do novo estatuto da carreira docente
universitária; problemas da Universidade (carência de docentes,
etc.); Quanto a filosofia que enforme este diploma não
é preciso ser filósofo... para ver que não existe nenhuma!,
ao referir-se ao dito estatuto. Se tivesse voz no capítulo,
proporia apenas os seguintes graus na carreira docente: professor, professor
assistente e assistente. Continuação da crítica ao
estatuto da carreira docente universitária; recrutamento e promoção,
garantia aos docentes; injusto afastamento de professores; liberdade e
responsabilidade na docência; remuneração diferencial e
tempo lectivo. O estatuto tem muita coisa má, que se deixou
apontada e carece de ser revista quanto antes, e algumas inovações
que se estimaria ver mantidas e não contestadas ou suprimidas.
... Mas o que o estatuto não garante, de modo nenhum, é
uma modificação rasgada e inovadora da vida universitária,
algo que pudesse pôr-se em paralelo com a Reforma Pombalina (apesar
dos seus defeitos e fracassos) e com a Reforma de 1911, obra da Primeira
República, que desejou, sem o conseguir, acertar o passo de Portugal
com a vida científica europeia.
291a. Três romances das ilhas,
Colóquio-Letras, 53, Lisboa, 1980, p. 35-45.
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