|
|
Orlando Ribeiro scientific bibliography (1951-1960)
1951
88. Agriculture in West Africa, Indian
Geographical Journal, Madras, Silver Jubilee Souvenir Volume, 1951,
p. 65-72.
Tradução de um original escrito em francês (ver n.°
98): aspectos particulares do campo em áreas da Guiné,
em comparação com os de áreas rurais mediterrâneas.
89. LAménagement du terroir agricole,
UGI. Commission pour létude de la Géographie Agraire.
(Programme de travail pour le Congrès de Washing1952), Lisboa,
1951, p. 5-12.
Em reunião da Comissão de Geografia agrária, reunida em
Paris, sob a presidência do Prof. Daniel Faucher, ficou decidida
a preparação de dois relatórios introdutórios sobre
1. Laménagement du terroir agricole. 2. Les polycultures.
Do primeiro se encarregaria O. Ribeiro, Secretário daquela Comissão.
Avec létude de laménagement du terroir, nous
touà lun des problèmes fondamentaux de la Géographie
Agraire, celui de lorganisation de lespace mis en culture,
qui détermine, avec les formes de lhabitat, laspect des
paysages ruraux (p. 5).
90. Distribuição da população
de Portugal - 1940 Lisboa, Instituto para a Alta Cultura - Centro
de Estudos Geográficos, 1951, mapa na escala de 1:500 000 em 2 folhas
(Norte e Sul).
Elaborado sob a direcção de O. Ribeiro, com a colaboração
de M.ª Augusta Plácido Santos, M.ª Alice Romão Magro,
Angelo Raposo e J. Ribeiro Lisboa. Em manchas a cores são indicadas
as áreas de altitudes acima de 700 m, de bosques (principalmente
pinhais) e de areais, por meio de pontos, em que cada um representa 100
habitantes, as povoações de mais de 175 habitantes são
figuradas por uma construção geométrica de pontos, e as
de mais de 950 por um círculo proporcional ao número de pontos
que lhe corresponde; ao lado está inscrito um número que indica
a população em centenas de habitantes; o mapa inclui ainda,
na folha Sul, um cartograma do Porto e arredores, na escala de 1:250 000.
91. Montanhas pastoris de Portugal. Tentativa
de representação cartográfica, Comptes Rendus
du Congrès International de Géographie, Lisbonne 1949 Lisboa,
III (Travaux de la Section IV), 1951, p. 59-69, 4 figs., bibliografia.
Em colaboração com Maria Augusta Plácido Santos, nas Actas
da Secção de Geografia Humana e Geografia Económica, são
apresentados aspectos geográficos da metade setentrional de Portugal,
acima de 700-800 metros de altitude, e da sua economia agrária; as
figuras correspondem a mapas que contribuem para a análise da criação
de gado e do pastoreio nas montanhas portuguesas.
92. Paysages ruraux en Méditerranée
et en Afrique Noire Occidentale, Comptes Rendus du Congrès
International de Géographie, Lisbonne 1949 Lisboa, III (Travaux
de la Section IV), 1951, p. 483-484.
Comparação de paisagens rurais. En Méditerranée
comme en Afrique Noire, il y a toutes les formes de transitions possibles
entre le champ, le verger, les cultures maraichères, la forêt,
les pacages (p. 483).
93. Les transformations de lhabitat
et des cultures dans la contrée de Pinhal Novo (Portugal),
Comptes Rendus du Congrès International de GéograLisbonne
1949 Lisboa, III (Travaux de la Section IV), 1951, p. 329-334, 4 figs.
Em colaboração com J. Ribeiro Lisboa, nas Actas da Secção
de Geografia Humana e Geografia Económica, um exemplo da transformação
da paisagem rural consecutiva à divisão da grande propriedade;
trabalho feito com base em inquéritos locais e na comparação
da carta de 1892 com as actuais.
94. Três notas de Geomorfoloia da Beira
Baixa, Comunicações dos Serviços Geológicos
de Portugal, Lisboa XXXII, 1951, p. 271-294, 6 figs., 3 ests., bibliografia,
notas de rodapé.
1 - Um episódio da luta pela drenagem entre o Tejo e o Zêzere
(capturas da Bazágueda e da Meimoa). 2 - O problema da formação
dos vales a leste da Cova da Beira. 3 - A idade dos montes-ilhas. Além
da contiguidade, um nexo evidente aconselha a reunir estas notas...
(p. 271).
94a. Casa-Grande e Sanzala, A Voz
de S. Tomé, 22 de Dezembro de 1951, reproduzido em Gilberto Freyre,
Um Brasileiro em Terras Portuguesas, José Olympio Editora,
Rio de Janeiro, 1953, p. 413-415.
Top
1952
95. LAménagement du terroir
agricole, Tijdschrift voor Economische en Geografie, Roterdão,
10/11 (Ano 43.°), 1952, p. 251-257.
Trata-se do texto já mencionado anteriormente em 89., 1951.
96. Cuestionario de Geografia Regional -
Coimbra, 1938, Estudios Geográficos Madrid, XIII 1952,
p. 375-388.
Tradução do Inquérito de Geografia Regional, Coimbra
1938, e Lisboa, 1947.
97. Sur les divisions géographiques dans les études régionales,
Comptes Rendus du Congrès International de Géographie, Lisbonne
1949 Lisboa, IV (Travaux des Sections V, VI et VII), 1952, p. 356-358.
Nas Actas, secção VII - Metodologia; ensino e bibliografia,
uma proposta de esclarecimento de termos como área zona, domínio,
região (região económica e região histórica),
seguida de discussão.
98. Sur quelques géographiques de la
Guinée Portugaise, Conferência Internacional dos Africanistas
Ocidentais, Bissau 1947 Lisboa, IV (1.ª Parte), 1952, p. 9-25.
Das Actas, publicadas pela Junta de Investigações Coloniais,
o texto engloba: introdução; estrutura e relevo; clima; povos
e culturas; os povos do interior e do litoral; actividades e características
das paisagens; conclusão.
Top
1953
99. LAménagement terroir en
Afrique Occidentale, Bulletin de la Société Royale
de Géographie dEgypte, Cairo, XXV, 1953, p. 165-177, 1
6 ests, bibliografia.
Agricultura de mato e agricultura de bolanha; as árvores;
técnicas e utensílios para trabalhar a terra; as casas e o povoamento;
aspectos regioDeste texto se fez a tradução inglesa, Agriculture
in West Africa (88. desta Bibliografia), entretanto publicada
mais cedo.
100. As erupções do Fogo e a vida
da ilha, Cabo Verde, Boletim de Propaganda e Informação,
Praia, 41 (Ano IV), 1953, p. 13-15, 1 est.
Pequeno artigo sobre as erupções, em particular a de 1951 e
prejuízos ; o relevo da Ilha do Fogo.
101. A Planície, Panorama,
Lisboa, 7-8 (II.ª Série), 1953, s. p., 15 fotos.
Significado geográfico de planície. No Sul do País,
a ície é, portanto, o domínio de uma relativa
aridez, com árvores de folhas duras e perenes, culturas de sequeiro,
pontos de água distantes..., segundo o autor; são ainda
referidos aspectos da evolução histórica e da humanização
das paisagens.
102. Portugal e o Algarve: singularidade
de um nome de província, Boletim de Filologia, do Centro
de Estudos Filológicos de Lisboa, Lisboa, XIV (3 e 4), 1953, p. 330-339,
notas bibliográficas de rodapé.
Em sumário o autor indica os temas: de Portucale a Portugal; nomes
de terras ou tenências; comarcas e províncias - formação
e evolução dos seus nomes; o reino do Algarve; incorporação,
desenvolvimento e isolamento desta região.
Top
1954
103. LAménagement de lespace,
Proceedings of the Pan Indian Ocean Science Congress, Perth, Section
F, 1954, p. 31-35, notas de rodapé.
Introdução sobre qual a parte do meio geográfico local
e das contribuições culturais do exterior, na organização
do espaço. O quadro geral de tais pesquisas; o ambiente físico;
a estabilidade dos grupos humanos: os modos de vida; contactos ou isolamento;
as paisagens; o povoamento; a cidade; a circulação; o planeamento.
104. Celestino da Costa e a cultura nacional,
Gazeta Médica Portuguesa, Lisboa, VII (1), 1954, p. 71-73
Em homenagem assim prestada, o autor escreveu: ... personalidade
do Professor que neste momento encerra a sua carreira oficial pode apresentar-se
como exemplo, não apenas de uma vida devotada à Ciência,
mas também a um ideal de civismo, servindo, através do trabalho
científico, a criação ou o revigoramento de uma mentalidade
nacional (p. 7). O texto seria retomado em Variações
sobre Temas de Ciência, Lisboa 1970, p. 225-232.
105. Estrutura e relevo da Serra da Estrela,
Boletín dela Soeiedad Española de Historia Natural, Madrid,
Tomo de homenage a E. Hernández-Pacheco, 1954, p. 549-566, 2 figs.,
bibliografia.
Introdução. Escadaria de blocos da parte mais elevada. Contorno
tectónico da parte setentrional. O fosso do Alto Mondego. Fracturas
e escarpas múltiplas, dispostas numa escadaria marginal, e
sulcos tectónicos interiores, deslocamentos ao longo de planos de
fractura paralelos... (p. 565).
106. Ilha do Fogo e as suas erupções,
Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar, Col. Memórias,
- Série Geográfica, 1954. ª edição, 1960), 319
p., 41 figs. estampas XLI, e 1 mapa topográfico, escala 1:150
000, em fim de texto, notas de rodapé e bibliografia.
Escrito para dar conta do estudo da erupção de 1951, constitui
uma geografia completa da Ilha, descrevendo as condições de
vida dos seus habitantes e os difíceis problemas do Arquipélago.
A primeira parte corresponde à Geografia da ilha do Fogo
e a segunda trata de As erupções da ilha do Fogo
(p. 225-303). São seus capítulos da Primeira Parte, depois
de uma introdução sobre as Ilhas Atlânticas: I - As formas
do relevo. II - Clima e vegetação. III - O passado da colonização.
IV - A vida rural. V - A casa e a A circulação, o mar e o comércio.
VII - As crises: miséria e redenção. - Conclusão.
Na Segunda Parte aparecem: I - História das erupções. II
- Descrição da erupção de 1951, com diversos
elementos (posição das crateras; carácter da emissão;
natureza dos produ; derrames de lava; duração; outros fenómenos).
No remate deste trabalho, o leitor estimará saber até
que ponto o Fogo é um caso um exemplo, em que consiste a sua
personalidade e o que nela há de comum (e por isso de
demonstrativo) com a natureza e a vida das ilhas de Cabo Verde (p.
217).
107. As Ilhas Atlântidas, Naturália,
Revista de Divulgação de Biologia e História Natural,
Lisboa, n.° 3, IV (III) 2.ª Série, 1954, p. 108-116, 6
fotos, notas de rodapé.
Artigo com informações gerais sobre aquelas ilhas. Desde
os primeiros tempos, o destino das Ilhas Atlântidas parece ser o
de enfeixar relações distantes (p. 116).
108. Paysages à Inselberg,
Proceedings of the Pan Indian Ocean Science Congress, Perth, Section
F, 1954, p. 29-30.
Breve revisão dos conhecimentos existentes sobre tais formas de relevo:
definição; natureza das rochas; forma típica do relevo;
depósitos associados; relações com a rede hidrográfica
e com o clima; processos de modelação. Síntese valiosa
sobre tais formas de relevo.
Top
1955
109. Aspectos e problemas da Expansão
portuguesa, Lisboa, Publicações da Fundação da
Casa de Bragança, 1955, em separata, 33 p.
Apresentados como lição inaugural do Curso de Férias da
Faculdade de Letras de Lisboa, em Julho de 1954, repetidos em Vila Viçosa,
os temas deste ensaio são os seguintes: significado e filiação;
continuidade ou novi; como se alargou um povo; conjecturas acerca da origem
dos povoa; difusão de culturas - fortuna do milho; enriquecimento
do património agrário tropical; conclusão. O texto seria
incluído em livro com o mesmo título, Lisboa, 1962, p. 13-32.
110. Portugal, Montaner y Simón, S.
A., 1955, Tomo V de Geografia España y Portugal290 p., 39
figs., XXXI pág. de ests., 2 mapas entre p. 12-13 e 248-249, Apêndice
(p. 261-268), bibliografia e notas de rodapé.
Depois de uma Introdução, inclui os seguintes capítulos:
I - As formas de relevo. II - Clima, regime de águas e vegetação.
III - Tradição, cultura e formação do Estado. IV -
A população. V - A vida - Povoamento e circulação.
VII - O mar, a costa e a vida litoral. VIII - Aspectos essenciais da economia
portuguesa. IX - As regiões geográficas. Índices alfabéticos
e o Apêndice. Portugal examinado a esta luz, (combinación
original y fecunda de dos elementos: territorio y civilización),
es un lugar singularmente rico de aspectos y enseñanzas (p.
10). Asila diferenciación del territorio portugués se
asienta en hechos de geografía humana, puesto que Ias influencias
naturales que en él se entrelazan le niegan unidad e individualidad
(p. 12).
111. Primórdios da ocupação
das Ilhas de Cabo Verde, Revista da Faculdade Letras, Universidade
de Lisboa, Lisboa, XXI (1) - 2.ª Série, 1955, p. 92-122, notas
de rodapé.
Ensaio sobre o descobrimento das ilhas; o povoamento da ilha de Santiago;
análise das cartas de doação de capitania; as primeiras
ilhas ocupadas e o arquipélago nos alvores do séc. XVI; a ilha
de Santiago nos meados do séc. XVI; relações com o Brasil;
papel de Cabo Verde na expansão portuguesa. O texto seria incluído
em Aspectos e Problemas da Expansão Portuguesa, Lisboa, 1962,
p. 129-169.
112. São Paulo. Metrópole do Brasil
Brasília, Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra, IX (V), 1955, p. 243-256,
2 figs., notas de rodapé.
Em número comemorativo do 4.º Centenário da Fundação
de São Paulo e do 3.° Centenário da Restauração
Pernambucana: caracterização geográfica de São Paulo,
uma enorme cidade americana; o seu poder de atração
e os imigrantes das mais variadas procedências. São Paulo, desde
a fundação (aldeia de Piratininga) à metrópole actual;
o café e o comércio como motores fundamentais dessa transformação;
o afluxo de capitais e o desenvolvimento industrial; a organização
do território.
112a. Em torno da estrutura de Lisboa,
Diário Popular, Lisboa, 29 de Agosto de 1955.
Top
1956
113. Acerca do planeamento regional,
IVº Congresso da União Nacional- Resumo das Comunicações,
2.ª Secção - Vida Económia, Lisboa, 1956, p. 264-267.
Escrito em colaboração com Francisco Tenreiro, reflexões
sobre o planeamento regional como desenvolvimento e extensão do urbanismo;
estudo de uma região e métodos de análise regional; aplicação
de métodos.
114. A Cruz e o Tulôsse. (Imagens de
Goa), Diário Popular, Lisboa, 9 de Novembro, 1956.
Foi publicado naquele jornal vespertino de Lisboa: Dum lado
a cruz que santifica uma várzea; do outro, o tulôsse à
entrada de uma casa... A terra de Goa é pequena,
escassa a sua população. Mas foi aqui que, pela primeira vez,
Oriente e Ocidente entraram em contacto íntimo, directo e profundo.
O texto seria integrado em Aspectos e problemas da Expansão Portuguesa,
Lisboa, 1962, p. 185-189.
115. A Festa de São Francisco Xavier em Velha
Goa, Garcia de Orta, Lisboa, úmero especial, 1956, p.
175-181.
Publicado na revista das Missões Geográficas e de Investigações
do Ultramar. São Francisco Xavier, padroeiro de Goa, é,
na verdade, mais do que um santo celebrado no calendário cristão:
é o verdadeiro patrono espiritual desta terra, a quem Hindus, Mouros
e Parses prestam se não culto, ao menos respeitosa veneração
(p. 179). Reportagem da festa religiosa (novena em honra do santo), que
na altura coincidia com uma feira das mais importantes de Goa (24 Novembro-3
Dezembro), criando uma e outra aquele contraste entre o bulício
dos terreiros e o recolhimento do interior das igrejas, que é um
dos traços mais salientes no ambiente das romarias do Norte de Portugal
(p. 175). O texto seria integrado em Aspectos e problemas da Expansão
Portuguesa, Lisboa, 1962, p. 191-197.
116. Goa. Algumas observações
de geografia tropical, por Pierre Gourou, Garcia de Orta, Lisboa,
Número especial, 1956, p. 79-88, notas de rodapé.
Publicado na revista da Junta das Missões Geográficas e de Investigações
do Ultramar, esta tradução e notas de um artigo de 1950-1951:
o território e os contrastes entre o mundo estéril e enegrecido
dos planaltos e o mundo vivo e verdejante dos vales;
Velha Goa e a importância da sua história; a presença portuguesa;
a emigração goesa como solução que os Goeses
encontraram para o problema levantado pela decadência econóe
política do império português do oceano Índico
(p. 84), segundo P. Gourou. Resumos em francês e inglês.
117. Goa, por Noberto Krebs, Garcia
de Orta, Lisboa, Número especial, 1956, p. 89-100, 1 quadro,
notas em fim de texto.
Tradução feita por A. Jorge Dias de um artigo de N. Krebs (p.
89-97), publicado em 1933, anotado por O. Ribeiro (p. 97-98): o território
(aspecde clima, de relevo e de vegetação) e a população;
formas de organização dos espaços; a estrutura social e
política; aspectos das actividades económiResumos em francês
e inglês.
118. As ilhas de Cabo Verde no princípio
do século XIX, Garcia de Orta, Lisboa, IV (4), 1956,
p. 605-634, notas de rodapé e em fim de texto.
Na revista da Junta das Missões Geográficas e de Investigação
do Ultramar, notas sobre memórias inéditas de António Pusich,
escritas enquanto foi Intendente de Marinha das Ilhas e depois Governador:
biografia do autor e dados sobre a época em que viveu; reprodução
dos textos de Memória ou descrição físico-política
das ilhas de Cabo Verde-1810 e do Ensaio Físico e Político
da ilha de São Nicolau-1803.
119. Inquérito das aldeias de Goa, Goa,
Missão de Geografia da Índia, 1956, 26 p.
Inquérito destinado a colher elementos ácerca da maneira
de viver da população de Goa, das suas necessidades e desejos
(p. 3). O documento foi preparado em colaboração com outros
membros da Missão subsidiada pela Junta de Investigações
do Ultramar: a família; a casa; a mobília; a alimentação;
de que vive a família; exploração agrícola; comércio
e circulação; vida de relação; instrução.
120. Originalidade da Expansão Portuguesa,
Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Lisboa, 74.ª
Série (4-6), 1956, p. 127-141.
Conferência inaugural da Semana do Ultramar, proferida naquela Sociedade,
em 14 de Maio de 1956, sobre ternas como, as terras descobertas, cristãos
e especiarias, a unidade do mundo português. O texto seria
integrado em Aspectos e problemas da Expansão Portuguesa, Lisboa,
1962, p. 65-74.
Top
1957
121. A Geografia e a divisão regional
do País, Problemas da Administração Local, Lisboa,
Centro de Estudos Político-Sociais, 1957, e em separata, , Lisboa.
Biblioteca do Centro de Estudos Político-Sociais, 1957, 32 p.
Texto de comunicação apresentada na sede daquele Centro
no dia 9 de Janeiro de 1957. A divisão tradicional do País (referências
históricas); a divisão do País em regiões naturais
regiões geográficas; características de uma divisão
geográfica; objectivos de urna divisão administrativa. Numerosa
bibliografia é citada no decorrer do texto.
122. The Portuguese Province of Guinea.
Land of estuaries and rivers, West Africa. A Study of the Environment
and of Mans Use of it, Londres, Longmans, Green and Co., 1957,
p. 272-278, 1 fig., bibliografia.
Em livro que teve R. J. Harrison Church como orientador e coordenaque
também traduziu o original francês de O. Ribeiro: introdução;
população; clima e vegetação; geologia, relevo e grandes
regiões; recursos económicos; comunicações; conclusão.
(Em 1961 apareceu uma 3.ª edição daquele livro).
122a. A cinza do vulcão, [Jornal
não determinado], 25 de Outubro de 1957.
Top
1958
123. Duas Palavras, em Romanceiro
ês coligido por J. Leite de Vasconcellos, Coimbra, Acta Universitatis
ConimbrigensisI, 1958, p. VII-X.
Palavras de abertura do 1.º volume, publicado pela Universidade de
Coimbra em comemoração do Centenário do nascimento de J.
Leite de Vasconcellos, iniciando a longa série das obras inéditas
inteiramente preparadas depois do falecimento do autor (p. VII).
Referências à Etnografia Portuguesa edição
dos volumes suplementares e às pessoas que se têm ocupado
da sua preparação. Palavras de introdução ao texto
de R. Menéndez Pidal, que vem em seguida, em p. XI-XXI.
124. Notícia introdutória
e Conclusão, in Dr. Leite de Vasconcellos, Etnografia
Portuguesa Tentame de Sistematização, Lisboa, Imprensa
Nacional, 1958, Vol. IV, p. VI-XXVII e p. 625-633, notas em rodapé.
Vida e obras de J. Leite de Vasconcellos. Começou a redigir-se
a Etnografia no 1.º dia do ano de 1928, em Coimbra,
(p. IX)... A Etnografia é, de facto, o fulcro da sua
vida intelectual (p. XI); os papéis deixados por J. Leite de
Vasconcellos e seu destino; o testamento e as suas cláusulas. A acção
de Manuel Viegas Guerreiro e de outros colaboardores. As ideias de Religiões
da Lusitânia... O povo português é uno
(p. 627); os grupos étnicos. A unidade do povo português
e a sua continuidade, a partir de um remoto agrupamento humano, que iluminam
debilmente os primeiros alvores da história, desejaria Leite de Vasconcellos
pôr como remate do presente livro da sua grande obra. Estas
ideias, que não foi possível desentranhar com rigor e clareza
do material aqui acumulado, serão antes o fio condutor que vai ordenar
o livro seguinte da EP: a vida tradicional (p. 633).
125. Um povo na Terra, Portugal.
Oito séculos de História ao serviço da valorização
do homem e da aproximação dos povos, Lisboa, Comissariado
Geral de Portugal para a Exposição Universal e Internacional
de Bruxelas de 1958, 1958, p. 33-38, notas de rodapé.
Publicado por ocasião daquela Exposição, contém numerosas
referências à expansão portuguesa - as ilhas, como pontes
para o ultramar; uma rede de cidades marítimas; comércio ultramarino
e difusão de culturas; assimilação e mestiçagem; variedade
e unidade de Portugal; Portugal no Mundo. O texto foi retomado em
Aspectos e problemas da Expansão Lisboa, 1962, p. 33-51.
126. La terre et lhomme,
Portugal. Huit siècles dhistoire au service de la valorisation
de lhomme et du rapprochement entre les peuples, Lisbonne, 1958.
É a tradução do artigo anteriormente citado.
127. Presença de José Leite de
Vasconcellos, Diário Popular, Lisboa, 27 de Fevereiro
de 1958, supl. Quinta-feira à tarde.
Nota por altura da saída do 1.° volume do Romanceiro Português.
Este autor que, a cem anos do nascimento e a quase vinte da
morte, ainda publica, suscita problemas e inspira trabalhos (veja-se,
por exemplo, a rica monografia, dedicada à sua memória, que
o seu discípulo Baltasar Lopes da Silva acaba de consagrar ao Dialecto
Crioulo de Cabo Verde)..., Leite de Vasconcellos é
um mestre vivo....
128. Primeira notícia da erupção
dos Capelinhos na ilha do Faial, Naturália, Revista
de Divulgação de Biologia e História Natural, Lisboa VII
(III), ; em separata, 1958, 33 p., 3 figs., XIV pág. ests., notas
de rodapé.
Em colaboração com Raquel Soeiro de Brito, publicam-se os resultados
de observações feitas de 5 a 22 de Outubro de 1957 e de 4 a
22 de Janeiro de 1958: 1 - Uma paisagem que se vê formar. 2 - Erupções
submarinas. 3 - Posição do novo vulcão. 4 - Primórdios
da erupção. 5 - Primeiras manifestações. 6 - Presença
do mar na cratera; sua influência no decurso da erupção.
8 - Paroxismos explosivos. 9 - Queda de cinzas. 10 - Abatimento do primeiro
ilhéu - acalmia e renovo da erupção. 11 - Ritmo da erupção.
12 - Migração da cratera. 13 - Volume do material ejectado e
modificações do relevo. 14 - A erupção e vida da ilha.
15 - Conclusão.
129. Raízes antigas da Geografia brasileira,
Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, 3 (Ano XX), 1958,
p. 319-325.
Lição inaugural do Curso de Altos Estudos Geográficos,
realizado na Universidade do Brasil, em Agosto-Setembro de 1956: A descoberta
do Brasil; a formação do território (aspectos físicos
e humanos); posição do Brasil.
l 30. Viagens e negócios de um mercador
português do século XVII, Garcia de Orta, Lisboa,
6 (2), 1958, p. 335-345, 1 fig., notas de rodapé.
À Prof.ª Virgínia Rau se ficou a dever o conhecimento de
O Livro de Rezão de António Coelho Guerreiro,
Lisboa, 1956, personagem nascida por volta de 1653 em Santiago
do Cacém, que foi viajante e comerciante, e também serviu na
capitania de Pernambuco, em Angola, na Índia e em Timor, tendo ocupado
altos cargos governativos. Das suas actividades pode-se fazer uma imagem
das importantes relações, regulares, entre o Brasil, a África
e o Oriente. O texto do artigo seria também incluído em Aspectos
e problemas da Expansão Portuguesa, Lisboa, 1962, p. 199-213,
1 fig.
Top
1960
131. Atitude e explicação em Geografia
Humana, Porto, Galaica, 1960, 71 p.
Livrinho dedicado a Paulo Quintela, contém os seguintes capítulos:
I - O homem na Geografia. II - Tendência ecológica. III - Tendência
corológica. IV - Indeterminismo das acções humanas. V -
Civilização e - e ubiquidade. VII - Contactos e experiências.
VIII - Génese e universalidade da civilização industrial.
IX - Confins imprecisos. X - Limites da interpretação. Apêndice:
Geografia humana (p. 63-70). Este Apêndice corresponde ao artigo
publicado em 1934 (1. desta Bibliografia). O livro seria traduzido
para francês, publicado em Cahiers de Géographie de Québec
132. Uma biografia francesa de D. Pedro
IV, Diário de Lisboa, Lisboa, 5 de Janeiro de 1960.
Nota acerca da obra de Denyse Dalbian, Dom Pedro, Empereur du Brésil,
Roi du Portugal (1798-1834), Paris, 1959. O texto seria incluído
em Variações sobre Temas de Ciência, Lisboa, 1970,
p. 263-269.
133. Civilisation et milieu, XIX
International Geographical Congress. Abstracts of Papers, Estocolmo,
1960, p. 246.
Resumo de comunicação. A posição de P. Gourou com
a afirmação de a civilização ser la clef de
lexplication en Géographie; mas é também importante
o papel do meio, pois les civilisations se sont mises en place dans
les milieux qui convenaient le mieux à lefficacité de
leurs techniques... on aurait tort de sous-estimer la part
de la nature dans explication même de la civilisation.
134. Ernest Fleury e o ensino da Geologia,
Boletim da Sociedade Geológica de Porto, XIII, 1960, p. 303-308.
Impressões de O. Ribeiro como aluno de E. Fleury e atractivos do
ensino deste professor - As suas aulas eram um modelo de estrutura,
de ordenação e de clareza (p. 305). Vinda de E. Fleury
para Portugal e notas biográficas: referências à bibliografia
publicada por Décio Thadeu (86 títulos, de 1903 a 1944) e às
actividades de E. Fleury em Portugal. O texto seria retomado em Variações
sobre Temas de Ciência, Lisboa, 1970, p. 241-250.
135. O Infante e o Mundo Novo, Arquivos
da Universidade de Lisboa, Lisboa, XIX (I) - Nova Série, Homenagem
ao Infante D. Henrique, 1960, p. 147-161; em separata, 1961, 17 p.
Oração proferida no Solene Acto Académico com que, em 25
de Março de 1960, a Universidade de Lisboa se associou às comemorações
do V.° Centenário da morte do Infante D. Henrique: O conhecimento
do Mundo Novo através da leitura de textos antigos; bases
que permitiriam o povoamento das ilhas; valorização das terras
novas; transferência de população: papel desempenhado pelo
pequeno povo capaz do milagre da Expansão. O texto seria
integrado em Aspectos e problemas da Expansão Portuguesa, Lisboa,
1962, p. 53-64.
136. A Lição do Prof. Orlando
Ribeiro, Arquivos da Escola Médica de Goa, Bastorá
- Goa, 33, 1960; em separata, 5 p. (Extr. do Heraldon.° 13
837).
Trata-se apenas de um resumo da lição proferida no dia 9 de
Fevereiro de 1956, na sala da Biblioteca da Escola Médico-Cirúrgica
de Goa, sobre aspectos geográficos da Guiné e suas semelhanças
com os de Goa.
137. Originalidade de Goa, III.°
Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, Lisboa, Actas
I - Secção I, 1960, p. 170-179, notas de rodapé.
Goa no quadro da Expansão portuguesa; assimilação e mestiçagem;
entre dois mundos. Evocação das condições históricas
e sociais que, de certo modo, constituíram as premissas do estudo
da fisionomia geográfica de Goa e da sua originalidade no
conjunto da Expansão portuguesa. Nenhuma inovação
no comércio ou na vida rural, permanência das formas de ocupação
e de organização do espaço, mas assimilação profunda
acompanhada de uma insignificante mestiçagem; por outro lado, a originalidade
de Goa na Índia... (p. 179). O texto seria integrado em
Aspectos e problemas da Expansão Portuguesa, Lisboa, 1962, p.
173-184.
138. Prefácio, in Raquel
Soeiro de Brito, Palheiros de Mira. Formação e declínio
de um aglomerado de pescadores, Lisboa, Centro de Estudos Geográficos,
Col. Chorographia, 1960, p. 9-17.
A primeira visita a Palheiros de Mira (cerca de 1949); razões da
urgência de se elaborar uma monografia do aglomerado, pois no
seu aspecto tradicional e genético, era uma povoação singularmente
ajustada ao ambiente... (p. 11 ); Palheiros de Mira,
como exemplo de tema a estudar em Geografia aplicada.
139. Reflexões em torno da Expansão
Portuguesa, Palestra, Lisboa, 9, 1960; em separata, 16 p.,
nota de rodapé.
Conferência proferida no Liceu Pedro Nunes, Lisboa, 16 de Março
de 1960: três domínios de navegação (o da Europa e
da periferia setentrional do Índico; o do Extremo-Oriente; o do Pacífico);
os chineses na costa de África; progressos da navegação
do Ocidente; estímulos da Expansão; uma civilização
integradora; elementos da universalidade. O texto existe também em
Aspectos e problemas da Expansão Portuguesa, Lisboa, 1962,
p. 75-92.
140. Sur la corrélation de niveaux
eustatiques, XIX International GeographiCongress. Abstracts of
Papers, Estocolmo, 1960, p. 245-216.
Resumo de comunicação: escalonamento de níveis eustáticos
e problemas da sua correlação, entre locais muito afastados
uns dos outros; importância relativa do estudo de tais níveis.
141. Sur un style de la colonisation rurale
portugaise, XIX International Geographical Congress. Abstracts
of Papers, Estocolmo, 1960, p. 247.
Resumo de comunicação, preparado em colaboração
com Francisco Tenreiro: analogias entre o monte alentejano, a
fazenda brasileira e a roça de S. Tomé; diferenças
das instalações habitacionais; culturas agrícolas e criação
de gado.
142. Três imagens do Mundo, Brotéria,
Cultura e Informação, Lisboa, 71, 1960, p. 170-183; em separata,
18 p.
Imagem do mundo antes das navegações ibéricas; transformações
resultantes dos descobrimentos marítimos. Assim, como uma rede
cujas malhas se apertam, sob a égide da civilização do
Ocidente e da sua incontesável superioridade, o mundo cai debaixo
de uma organização que, dia a dia, penetra os seus últimos
recessos. Reflexos das transformações que se deram posteriormente.
Top |